Archive for the 'Falando bem' Category

Nov 12

Planeta Terra

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header janco - Por Janco Tianno

Foi tanto esmero na organização que parecia até provocação com o TIM Festival (principalmente o de SP). O Planeta Terra contou com shows pontualíssimos, filas sempre abaixo dos 3 minutos (ok, não estava tão cheio assim também), estrutura legal e staff simpático. Sério, o festival foi impecável do ponto de vista da organização. Tirando pros menores de idade que parece que foram barrados aos montes. Mas aí já é outra seara. E como não sou pirralho, tô pouco ligando.

A pontualidade atrapalhou um pouco. Eu pretendia ver ao menos uma parte do show do Tokyo Police Club, mas quando cheguei na fila de entrada percebi que isso não ia rolar. Do lado de fora dava pra ouvir Bulldozer, do Datarock. Entrei o mais rápido possível, encontrei o galpão onde os noruegueses já se apresentavam e…

Datarock
… eles emendaram, uma atrás da outra, algumas das minhas preferidas. I Used To Dance With My Daddy, Computer Camp Love e Sex Me Up colocavam um público bem grande - provavelmente de fãs do CSS e Rapture em sua maioria - pra pular e dançar. Musicalmente em algum lugar entre o New Rave e o Talking Heads, o show me lembrou muito a noite em que eu vi o Super Furry Animals levantar a Copa do Mundo, na primeira edição do TIM. Bandas que se divertem tanto assim no palco merecem a aclamação, e não foi pra menos. Quando começou a linha de baixo de Fa-Fa-Fa, o galpão inteiro respondeu em uníssono à pergunta de Fredrik Saroea “Do you know the name of this song?”.


O vídeo é tosco, mas dá pra ter uma idéia de como foi. Se achar um melhor depois, troco

E quando eu achava que isso seria o final, eles me fazem uma das coisas mais surreais que já vi em show. Um karaokê. De I’ve Had The Tie of My Life. É, a de Dirty Dancing. Um galpão inteiro cantando Iiiiiiiii’ve had the time of my liiiiiiiiiiiife / No, i never felt this way befooooore / Yes, I sweeeeeear it’s the truth / And I owe it all to you”. Enquanto isso, aproveitavam pra fotografar o público, se jogar na galera e tudo mais.

Foda. Muito foda.

Lily Allen
De vestidinho roxo, microfone verde-neon combinando com as unhas, havaianas (e depois descalça) e transbordando carisma, a menina esqueceu letras, enfrentou alguns (poucos) problemas com o som, riu meio tímida das próprias piadas, admitiu que tinha bebido um pouco demais antes de subir no palco, cantarolou música do headliner e falou que “fuckin’love Kasabian” e basicamente encantou os fãs que estavam lá. Transbordava carisma, e era fofíssima.

A banda é azeitada e tudo mais, mas os intervalos entre as músicas eram longos. Sorte que Lily acabava sempre falando alguma besteira e ajudava a passar o tempo. Na metade do show, muita gente começou a debandar do palco principal pro galpão indie, onde o CSS ia começar. Fiquei, e fui brindado com uma cover de Gangsters do Specials, outra de Everybody’s Chaging do Keane e finalmente a de Heart of Glass, muito boa mesmo.


Lily Allen esquece a letra de Not Big e confessa: “I’m a little bit drunk”.

Ao final da simpaticíssima apresentação, corri pro

Cansei de Ser Sexy
E ouvi Let’s Make Love and Listen to Death From Above. E só, porque era a última do show deles. O galpão transbordava gente, e tive a impressão de que foi o show mais cheio da noite. A platéia cantava junto, e muita gente em volta depois comentava que o show foi bom. Não pude julgar, mas acho que pode muito bem ter sido. Vamos ver se eles não aparecem pelo Rio quando estiverem gravando o disco novo. Aliás, rolou uma nova no show, e quero ouvir.


Quero entender essa roupa da Lovefoxxx, alguém consegue explicar?

Devo
Confesso o pecado indie: assiti a menos da metade do show do Devo. Mas peguei uma sequência fuderosa de Whip It, Secret Agent Man, e a cover de Satisfaction. Estava foda, e eu hesitei muito pra sair ali, mas tinha que dar outra chance ao

The Rapture
E não me arrependi. Em 2003, saí depois do já citado show do SFA pra descansar um pouco (tinha White Stripes logo depois) e não prestei atenção na banda de NY. Só conhecia uma música, a óbvia House of Jealous Lovers, que inclusive eu achava meio histérica demais. Não sei se foi tanto o meu gosto que mudou, mas fato que o som deles passou a me agradar muito mais com o último disco.

Daí voltei ao galpão indie, e assisti a uma apresentação cheia de neon e totalmente pista de dança. Muitas vezes eles aproveitavam pra emendar uma música na seguinte, inclusive fazendo isso na hora do bis, com a banda quase toda saindo do palco e voltando aos poucos, um instrumento entrando de cada vez. Platéia empolgada, banda empolgada (apesar de falarem pouco com o público), ótima apresentação.

E vale a obs: o som da banda mudou sim, e pra melhor. Achei a própria House of Jealous Lovers bem diferente, com muito mais groove. Seria foda se eles relançassem ela nessa nova roupagem como single, aliás. Ah, e Olio também. Mas o grande destaque foi pras músicas do Pieces…, como The Devil, Don Gon Do It e Get Myself Into It, apoteótica.

Kasabian
O show do Rapture acabou pontualmente a 1h, horário previsto pra entrada do headliner. Aí, o único atraso do festival. De 25 minutos. É, isso. E parte deles pra organização agradecer ao público, e convidar todos pra uma reapresentação do dupla de djs Layo & Bushwacka no galpão indie, bela sacada. A festa não precisava terminar.

Eles têm pretensão pacas, se acham e demonstram isso. Sergio Pizzorno faz pose de guitar hero, Tom Meighan tem pose e a banda chama o público pra participar o tempo inteiro. E ainda bem que são assim. Porque o Rock precisa de empáfia, porra. E se uma banda quer ser grande, tem que agir de acordo.

E o Kasabian fez um show de gente grande. Ao vivo, a banda lembra muito o Oasis pela atitude (e eventualmente no som, como em By My Side). Musicalmente, ficam muito mais pra uma mistura de Primal Scream e Happy Mondays, com ecos até de Verve e Suede. Aliás, a banda cresce MUITO ao vivo, e dá pra notar muito mais as influências, o que é sempre muito bom.

No meio do show, citaram ainda The Kinks e Primal Scream, falaram de futebol (e fizeram piadas sobre os anúncios de Viagra com o Pelé: “he’s got some erection problems, doesn’t he?”). No fim das contas, foi um show do caralho, feito pro ar livre e pra fechar uma grande noite da única maneira possível: espantando o cansaço com peso e pose.


Tom Meighan tem a pose, tem a manha. E tem também barriga de chopp.

Meus parabéns ao Planeta Terra. Supostamente, dá pra ver os vídeos de todos os shows aqui. Eu não tô conseguindo, mas pode ser só comigo.

Datarock - Datarock
Datarock pedindo ao fotógrafo da produção pra tirar foto deles com a galera vibrando ao fundo. Acho que eles tiveram mesmo o time of their lives.

Mugg esta noticia

Antes de mais nada: Juliette Lewis é uma excelente atriz. Se eu quisesse pagar ingresso pela interpretação, ia ao teatro. E eu curto muito o primeiro disco do Killers. Mas no segundo tem Bling, e eu acho que uma banda que faz isso não merece meu dinheiro. Portanto, ignorei solenemente a hipótese de gastar uma pequena fortuna por essa dobradinha. Muita gente elogiava no fim, e até às 6h eu via gente andando (cambaleando, na verdade) pela Marina da Glória com a peninha azul que eu realmente espero que tenha sido distribuída e não comprada ou combinada por fã-clube.

Por esses motivos, a razão do meu deslocamento até lá ontem era basicamente uma só: Gregg Gillis, também conhecido como Girl Talk. E… bom, eu ainda não consegui descrever muito bem pra mim mesmo o que aconteceu ontem, mas vamos dizer que eu estou considerando a inclusão de um cara e seu laptop nos melhores shows da minha vida.

O cara pegou uma pista vazia: a apresentação do Spank Rock foi bem burocrática, o que fez muita gente mudar pra tenda funk e pra eletrônica. Andei pelas duas, mas a do funk estava insuportavelmente cheia e quente, enquanto a eletrônica não me empolgou muito. Logo no início da apresentação (não, não dá pra chamar de set), ele fez o esperado: pôs o máximo possível de gente em cima do palco. Não fosse um babaca que arrumou confusão com o segurança exatamente na minha frente, eu teria subido também.

Mesmo de lá de baixo, a mistura era absurdamente coerente e empolgante ao vivo. Não dá pra enumerar os samples, mesmo que eu tentasse anotar. Eles vinham à uma velocidade e frequência tão grandes que enquanto você pensava “Ei, isso não é o solo de…” ele já emendava com “caralho, é a base da…”.

Quando eu crescer, quero ser que nem ele.

Pretendo arrumar vídeos e pôr aqui, assim que aparecerem no YouTube. Rolaram também umas fotos dele no meio da galera, pisando no meu pé que eu tenho que pegar, posto depois.

Ah, na sexta fui ao Hot Chip/Arctic Monkeys, e me diverti bastante. Mas depois de ontem, não dá pra falar de outro show. Talvez mais pra frente eu lembre de escrever a respeito.

Em tempo: e essa aqui é a notícia mais bizarra do Tim desse ano ou não?

Já que ficou faltando uma mp3 do cara naquele último post, aqui vai uma:
Girl Talk - Friday Night

Mugg esta noticia

header janco - Por Janco Tianno

James Murphy vem aí

E o LCD Soundsystem vem mesmo ao Rio. No Circo Voador, dia 16/11. E quem confirma é o Pollstar, que não costuma dar bola fora. Aliás, é mini-turnê mesmo: tem datas pra SP, Brasília e Belzonte, também, manja:

Tue 11/13/07 Sao Paulo, BRA Via Funchal
Wed 11/14/07 Belo Horizonte, BRA Elektronika Festival
Fri 11/16/07 Rio De Janeiro, BRA Circo Voador
Sat 11/17/07 Brasilia, BRA Marina Hall

Pagaram quanto?

E aí, deram quanto no In Rainbows? Pus £2,35 na conta do Radiohead. Mas tô quase indo lá completar 3 libras só por causa do arranjo de Faust Arp, ô música bonita. Como uma banda grava várias músicas que já estavam em shows faz tempo (algumas como Nude já eram tão velhas conhecidas que neguin nem esperava mais que entrassem em disco de carreira) e mesmo assim faz tudo parecer coeso desse jeito?

Teoria: o The Eraser foi o disco que salvou o Radiohead. Thom Yorke gastou no disco-solo do ano passado todas as suas esquisitices e eletronices chatas. E a banda voltou a soar como… banda. Ainda bem. Confesso que ainda não consegui ouvir o disco com toda a calma que ele merece, mas já tô curtindo, e muito.

Quarentona

E a razão pr’eu ainda não ter dado ao disco novo do Radiohead toda a razão qeu ela merece é nobre, nobílissima. Atende por Radio 1 Established 1967. E comemora, duh, os quarenta anos da rádio da BBC, com uma compilação e tanto. São 40 músicas, cada uma representando um ano. Todas por artistas novos (o mais antigo é o Foo Fighters que ataca de Band on the Run, do Wings).

Dá pra falar de várias versões maneiríssimas do disco, mas vou destacar umas poucas aqui. The Streets tocando Your Song (sim, a do Elton John), por exemplo, me deixou de queixo caído. Versão crua, Mike Skinner meio cantando meio declamando. Lindona. Tem também uma versão bem maneira do Franz Ferdinand pra Sound and Vision do Bowie, Stereophonics suingante em You Sexy Thing (sim, Hot Chocolate), Lily Allen igualmente acertando bonito em Don’t Get Me Wrong (sim, Pretenders), The Kooks fingindo levar a sério All That She Wants (sim, Ace of Base) e mais muita, muita coisa.

Só não entendi porque o Raconteurs pôs uma versão ao vivo do hino de John Peel, Teenage Kicks.

A lista inteira E o link pra baixar no Worldvix.

E agradeço a Liv por mais uma excelente dica.

O Hype Machine quer ser mais Hype ainda

Babacas!

Se eu pudesse viver sem o Hype Machine, eu não divulgaria isso aqui. Enfim, eles vão lançar uma versão nova do site. Foda. Mas eles só vão fazer isso quando tiverem 10.000 pessoas acessando a página acima. Ao. Mesmo. Tempo. Enquanto escrevo isso, já somos 3377. Venham, divulguem.

Filhosdaputa!

Mas sou obrigado a admitir que a idéia é uma das melhores pra gerar mídia espontânea na web que eu já vi. Fantástica, mesmo. Só o post sobre isso no Digg já tem quase 700 votos. E comentários do tipo “What if 10,000 people NEVER log on at the same time? WHAT THEN?”e “I wouldn’t be cool if it wasn’t for the Hype Machine”. Eu entendo. Eu não seria cool se não fosse pelo Hype Machine.

Malditos!

Mas tudo bem, porque aparentemente, vai ser uma mudança bem bacana. Features bem interessantes e uma cara mais Web 2.0. Hmmmm…

hypem2 - hypem2

Não perca no(s) próximo(s) capítulo(s)

- Festa? É isso mesmo. Festa. Aqueeeeeeela mesmo que você tá pensando.
- A resenha completa do Estúdio Coca-Cola. Porque a gente não foi lá só pra sacanear o ForFunNxZeroDibob. Fomos pra sacanear o Armandinho também.
- Eduardo Mulder, deixando a vida de (esporádico) correspondente internacional pra trás, com um fato não-tão-rápido de Barcelona.

Robots In Disguise é um duo electropop inglês. Girl é o primeiro vídeo delas. Mistura feminismo, desenhos japoneses e muita cartolina. Recomendo também a versão delas pro clássico do Kinks, You Really Got Me, que está aqui.

Robots In Disguise - Girl

O segundo disco do The Go! Team foi lançado por esses dias, e está nesse link aqui pra vocês. Enquanto espera o download terminar, saca só o primeiro vídeo, pra música Doing It Right. Faria sucesso na festa de criança que está rolando no seu play, fácil.

The Go! Team - Doing It Right

Igualmente vazado está o segundo disco do Hard-Fi, Once Upon A Time in the West. As resenhas que eu li por aí usam muito a palavra disappointing, pena. Em todo caso, baixem aqui*. E fica o vídeo pra Suburban Knights. Achei bem Clash-esco, tenho que ouvir o disco ainda.

Hard-Fi - Suburban Knights

O disco do Justice é genial. Eu sei que vocês já viram o clipe abaixo, mas vale ver de novo, ainda mais que esse link aí é do canal da banda no Dailymotion (porque eles são franceses, né?) e é da versão “oficial” (antes eu pus a da versão que não foi veiculada). Além disso, eu tenho que linkar aqui pra esse remix fenomenal do não-menos-legal MSTRKRFT pra D.A.N.C.E.. E já que eu pus um do Justice, ponho também um do MSTRKRFT, só porque eu acho ele ahn… sugestivo.

Justice - D.A.N.C.E.

MSTRKFT - Easy Love

* Ah, a senha do disco do Hard-Fi é www.blu3f0x.co.uk

Sep 13

Curiosidades

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header mulder - Por Eduardo Mulder

Estava numa loja de quadrinhos aqui em Barcelona chamada Norma Comics atrás de quadrinhos europeus e eis que me deparo com Curiosidades del Mundo del Rock.

Ora deixando de lado o estereótipo de roqueiro lesado\alcoolatra\drogado, ora o confirmando, Mauro Entrialgo que escreve, desenha, colore e chupa cana faz uma boa paródia do mundo rock espanhol e internacional.

É uma visão espanhola, mas que pode ser compartida por todos. Divertido ver como a cena rock espanhola é semelhante à brasileira.

mundocomic - Curiosidades

O melhor são os comics com jogos de formar pares do tipo “ligue tal músico com a causa de sua morte”!

Ah! O cara ainda tem uma banda simpática chamada Esteban Light. MP3 em seu site.

header janco - Por Janco Tianno

The Moneymaker, primeiro single do novo trabalho do Rilo Kiley foi uma surpresa pra muita gente. E, em geral, negativa. Afinal, a banda que construía melodias sutis como as de Accidntl Deth de repente aparecia com o que um comentário no YouTube descreve como “Maroon 5 on depression”. Vale checar o clipe, pela vibe “bastidores da indústria pornô de L.A.”.

Claro, começou a chiadeira. Os fãs antigos execraram a música, com razão. E se perguntavam se a banda ia mudar totalmente o rumo musical. Semana passada eles puseram o disco todo em streaming no Myspace. E o lançamento, aliás, é hoje. Tem elementos novos? Tem. Mas tem muito dos trabalhos anteriores também. Assim como flertes sonoros com country (na primeira faixa, Silver Lining) e outros elementos que aproximam a banda do que a gente pode até chamar de standards do indie americano. Ao mesmo tempo, rola um synth popzinho em Breakin’ Up. E 15 lembra clássicos do Elvis Costello (tipo Peace, Love & Understanding), mas pode ser uma coisa só minha. E tem o elemento comum a todas as faixas: Jenny Lewis, uma das vozes femininas mais sexys do mundo. Smoke Detector é a prova cabal disso, uma música que seria fraquinha saindo de qualquer outra boca, e na dela é um tesão.

Concordo que é “mais pop”, mas não vejo nisso uma coisa ruim. Mas aposto que vai rolar aquele ranço indie de “eram muito mais legais quando eram alternativos…”. Só não entendo falarem disso de uma banda que teve música do primeiro EP tocando em Dawson’s Creek. Eu poderia continuar elocubrando a respeito, mas prefiro simplesmente pôr o link na capinha aí do lado, e vocês que decidam. Só não vale dizer que achou pop.

Rola uma obsessão pseudo-teutônica em minha vida nesse momento. Pseudo, porque a banda é americana. E sumiu do mapa em 2006. Devem ter voltado pro futuro. Sim, porque de acordo com a Wikipedia, eles são do ano 3012. O site oficial está fora do ar, o Myspace, desatualizado. Torço pelo retorno da Euromotion ao nosso continuum do espaço-tempo.

Pra tentar definir o som, é a mistura perfeita de Datarock, Talking Heads e vilões do Austin Powers.

Sério, não dá pra não curtir uma música que abre com:
“My name is Skeeter
and I am from the future
We’ve come back
To looooooove you”

E ainda inclui um momento de tensão, quando Uter tem que voltar pra máquina do tempo e é impedido pela galera requebrando on zie dancefloor.

Poucas coisas são mais geniais que isso. Claro que divido com vocês. Essa é Don’t Tell Me Your Name.

Vídeo também:

UPDATE Falando em máquina do tempo, testei pôr o site na sempre útil Wayback Machine. E achei tudo que eu queria.

Ah, Hang the DJ agora no BlogBlogs.Com.Br . É, só agora.

Jul 18

O mundo anda

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header dmoreaux - Por D\'Moreaux

cara, tinha umas músicas deles que eu não sabia exatamente que eram deles… e que são legais e que não tão no disco.

eu já tinha “descoberto” a choo choo, e acabei de me ligar que kick me out tb é deles. putz, duas das melhores não tão no disco.

Fazendo uma rápida limpeza no meu Gmail (91% atingidos hoje), dei uma olhada em alguns dos muitos emails não abertos.

Entre eles tinha um, do comecinho de 2006, que mandei pro Janco sobre minhas primeiras impressões de arctic monkeys.

Minha posição continua a mesma. São divertidos, mas não vão salvar meu dia. O que mudou é que hoje eu não admitiria que achei divertido um dia, haha.

header janco - Por Janco Tianno

Comemorando os 10 anos do lançamento do Ok Computer, o site Stereogum organizou um álbum-tributo ao terceiro disco do Radiohead, também conhecido como aquele que matou o Britpop.

Entre as bandas que gravaram pra esse disco, está a queridinha da imprensa especializada Cold War Kids, com uma versão arrastada, meio marcial até, de Electioneering. A que abre o disco, de Airbag, por um tal Doveman já é bem mais interessante: eletrônica na medida certa, meio jazzy. Thom Yorke deveria tê-la ouvido antes de gravar o sacaaaaal the eraser. Let Down, minha favorita - ou ao menos minha top of mind - do original, ficou nas mãos do David Bazan’s Black Cloud, que nos comentários fala muito de como foi surpreendido pela linha de guitarra inicial e tudo mais (no que, aliás, concordo) e faz o mais inesperado, quase subtraindo-a da sua versão, que é climática, etérea, e da qual eu queria dizer que curti bastante, mas achei a voz do cara tão parecida com o do Chris Martin que peguei implicância.

O disco inteiro pode ser baixado aqui. Na mesma página há também comentários dos artistas envolvidos no projeto.

O disco tem seus bons (e maus) momentos, mas ainda sou mais o Radiodread.

May 09

Rapidinhas

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header janco - Por Janco Tianno

Sobre meu sumiço eu vou pôr a culpa na monografia e no emprego novo. Mas antes disso deu pra dar uma arrumada no site. Muito em breve ele vai estar todo funcionando. Mas quero saber o que cês tão achando. Comentem aí, please.

Mas, apesar dos dias corridos, o mp3 player é portátil. Daí dá pra falar um pouco sobre o que tem rolado nele.

1 - Macacos

Cês já sabem, mas eu tenho que dizer: e não é que o Favourite Worst Nightmare é um discaço? Depois de ser mal-vazado pacas o disco parecia que ia ser meio decepcionante. Mas conforme eu ouço, acho cada vez melhor. Já tô naquela de prestar atenção nos menores detalhes, tipo o Alex Turner pegando fôlego no início de Do The Bad Thing.

Só não consigo decidir qual é minha preferida.

E boato sobre show no Brasil não é a minha praia…

2 - Biscoitos
O 1990s no fim das contas, não é a banda do Michael. Uma boa história que não se confirma, paciência. Mas em compensação esse Cookies já tá ao menos na lista de melhores estréias do ano.

Mesmo. Ouçam só. E diz aí se essa introdução de You Made Me Like It (essa música ficou tããããão melhor bem-produzida e aceleradinha) e o refrão de My Cult Status já não valem o esforço.

Ah, o disco ainda não foi lançado.

Hehe. Lançado.

3 - AC/DC

Ah não, é o White Stripes mesmo. Mesmo?

Fica aqui minha torcida pra isso ser uma sacanagem, tipo o priminho metaleiro de Jack & Meg tocando, e eles vazando de propósito só pela onda.

4 - Camisetas

Taí o primeiro concorrente a Clipe Cool do Ano.

A versão oficial é outra, mas o final é mais politicamente correto. Curto o Justice, mas torço pro disco não vender nada. Daí eles começam a fazer essas camisetas pra levantar uma graninha extra… A última eu compro fácil.

5 - Interpol

É, não pensei em nenhum sub-título-de-uma-palavra-só pra essa. Mas é só pra dizer que eu curti essa nova do Interpol, que vem de disco novo em breve. Apesar do trocadilho ser de engasgar.

Nada de novo, parece pacas com Slow Hands e tal. O que, convenhamos, é bem maneiro. Afinal, o Interpol é minha banda cover de Joy Division preferida. ;)

E não esqueçam de mudar seus bookmarks! A onda agora é acessar pelo www.hangthedj.com.br! E deixem nos comentários o que tão achando, porque o lance ainda tá em desenvolvimento mesmo…