Ingresso caro, vans que deixam você longe da entrada (no meu caso, como cheguei mais cedo, o mané da van errou o caminho e se recusou a enfrentar o mega engarrafamento no aterro e me deixou na passarela mais próxima, ou seja, a cinco minutos de caminhada da Marina da Glória), filas dantescas (a primeira logo na entrada, antes do curral pelo qual era obrigado a passar), obras terminando em cima da hora, bebidas caras (água Schin a 4 reais?), e minha particular falta de ânimo com esse Tim festival. Nada disso conseguiu impedir que a noite de ontem fosse umas das melhores da minha vida, graças a apresentação de uma moça de quase 42 anos e energia de 20 adolescentes anfetaminados.
Björk é vida, tinha que ser direito de toda humanidade poder conferir ao menos um show dela em vida. Finalmente pude riscar da listinha de arrependimentos ter perdido os dois últimos shows dela no Brasil (em 96 e 98, respectivamente no Free Jazz — que não pude ir pela idade — e Close Up Planet — na ocasião, preferi conferir o show do Prodigy ao da diva islandesa, fato pelo qual me arrependia amargamente até ontem).
Cada show dela, em cada fase da carreira é um show diferente, mas apesar da passagem do tempo, a energia e vibração que emanam daquela mulher (absorvidaa e amplificadas pela multidão a sua frente, retornando ao palco em um curto circuito orgástico) é tão intensa que pouco importa que o último disco que eu tenha escutado dela direito tenha sido o Homogenic. Foi um show para marcar a vida.
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Antony & The Johnsons. Não sabia que ele era tão gordo. Mas o que ele tem de grande, também tem de sensível e simpático. Excelente show, carismático, intenso, bonito. Delicado como as hipopótamos dançantes de Fantasia. E isso é um puta elogio.
