
Opa!
Tá bom, tá bom sumi. Mas agora volto. E aproveito pra começar a deixar aqui meus preferidos do ano que acaba de passar. Primeiro os discos. Esses são os meus highlights, sem nenhuma ordem definida e com algumas pequenas considerações a respeito.
Os Melhores

The Automatic - Not Accepted Anywhere
Pra mim, um disco que não só é do caralho como ajuda bem a definir o que foi esse 2006. Uma espécie de meio-termo entre o rockzinho básico de 2004/05 e o que está vindo por aí esse ano, a onda electrorocknewraveindiepdiscopunkoverthetop de 2007. Enquanto isso, dá pra escutar o cd inteiro no repeat, ou pôr a galera pra vibrar com sinlges como Monster, Raoul e Recover.

Kasabian - Empire
O disco de estréia do Kasabian tinha veio precedido de muito hype e dois ou três grandes singles. Mas aí a gente baixou e viu que ele também tinha músicas como Ovary Stripe. E, bem, não dá pra levar a sério um disco com aquela música. O mega-estrelato teria que ficar pra depois.
Pois bem, Empire não só serve pra mostrar que a banda merece a atenção que recebeu antes do primeiro, como ainda faz você esquecer da parte ruim daquele disco. Também prova que eles podem sim fazer um disco inteiro, e dos bons. E ainda razoavelmente conceitual. Além disso, Empire, a música, tem um refrão feito pra ser entoado por um estádio inteiro.
Mega-estrelato, aí vão eles.

The Guillemots - Through The Windowpane
Se você já souber disso, esqueça que a banda tem um guitarrista brasileiro. Ou então pense: “é brasileiro, mas é paulista”. Pois é, esqueça disso. Ouça, com bastante atenção, Trains To Brazil.
Quando você conseguir tirá-la do repeat, ouça o resto do disco. É quase impossível, mas é tão bom quanto. Junto com o Tv on The Radio, é provavelmente o disco que melhor uniu experimentalismo e veia pop em 2006.
E ainda tem um guitarrista brasileiro.

Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not
Tudo que se podia falar sobre esse disco já foi dito a ponto de encher o saco. Eu pessoalmente não aguento mais ouvir o nome da banda.
Em compensação, o disco continua sendo do caralho.

The Rapture - Pieces Of The People We Love
Suingue à novaiorquina com baixo estourado e sintetizadores on acid. Pra dançar até o cool fazer bico.

Jarvis Cocker - Jarvis
Podia ser um disco inteiro dele murmurando que não curte muito as bandas atuais e que o britpop foi um embuste, e ainda seria genial. De repente nem é tão bom assim, mas só o fato de ser a volta à cena musical do melhor letrista dos anos 90, o homem que pôs Michael Jackson pra escanteio, já basta. É uma das melhores notícias do ano.
E afinal, isso é uma lista de melhores. E Jarvis Cocker sempre vai estar entre eles.
E agora…
O Pior

The Killers - Sam’s Town
Mico do ano. Preciso falar mais alguma coisa?

